quarta-feira, 27 de Agosto de 2014

Há quanto tempo não me arde o coração?

Às vezes tenho saudades. De me rir com pensamentos, de sentir o teu sorriso durante o beijo, as tuas mãos em mim. De acordar a meio da noite com vontade de olhar no fundo dos teus olhos, enquanto sei que estás a dormir longe de mim. Era por isso que te queria tanto. Às vezes tenho saudades. De quando os insultos não passavam de meras palavras só nossas, que só nós sabíamos o seu significado. De quando contávamos os minutos e os dias para termos um beijo. De quando as borboletas invadiam o meu coração só de pensar que eras meu. E quão meu tu eras. Há muito tempo que não me arde o coração... Está em cinzas.

sexta-feira, 8 de Agosto de 2014

Da esperança de amar.

Obviamente que todas as histórias até hoje contadas não passaram de meros boatos ridiculamente associados a nós. Quem, por ventura, poderia afirmar, afinal, que éramos feitos um para o outro? Semelhanças talvez? Mas nunca uma equidade tal que fôssemos a nossa metade da laranja. Quando gostamos de alguém, independentemente da pessoa em questão, quem muda e se molda somos nós. Já repararam em todas vezes que estivemos apaixonados? Já repararam como agiam de forma diferente em cada uma dessas vezes? Não nos julguemos, cada amor é um amor e deve ser vivido de forma intensa e única. A parte mais engraçada é quando nos desapaixonamos e vemos que, afinal, não éramos aquela pessoa. Que fazia o impensável em estados sãos.  A culpa realmente não existe porque os erros não existem no que toca ao amor. Se há coisa mais limpa e inocente no mundo, livre de maldades e más intenções é o amor, e por isso, ninguém é culpado de nada. Nem de amar sem ser amado, nem de ser amado sem amar. Muito menos de amar em tempos errados e, principalmente, de amar em quantidades erradas. Desengane-se quem pensa que não deveria ter amado determinada pessoa, se o pensa é porque não sabe o que é amar. Ou ser amado. Porque amor não se nega a ninguém e todos nós amamos, em pequenas quantidades ou grandes quantidades. Amamos uma gota de água ou amamos um oceano. Cabe-nos a nós decidir. Principalmente decidir se preferimos amar-nos a nós próprios acima de todos os outros. 


Passemos ao que interessa. Eu cheguei a esse estado. Descobri que te amo, que te amei. Descobri que amo todas as pessoas que passaram pela minha vida. Descobri que ainda amo o tal ex de quem tu tinhas tantos ciúmes e descobri que amo aquele amigo com quem tu tanto implicavas. Descobri que amo todos os momentos. Descobri que continuo a amar todas as minhas memórias, todas as nossas memórias. 

Descobri que me amo. Mais que a ti. Mais que tu alguma vez amaste. Amo-me de uma tal maneira que não me permitirei, nunca, esquecer-me. Por amor nenhum.

Afinal a minha metade da laranja não és tu. Nunca foste. 

Sou eu.

terça-feira, 17 de Junho de 2014


"Nunca voltes ao lugar
Onde já foste feliz
Por muito que o coração diga
Não faças o que ele diz
Nunca mais voltes à casa
Onde ardeste de paixão
Só encontrarás erva rasa
Por entre as lajes do chão
Nada do que por lá vires
Será como no passado
Não queiras reacender
Um lume já apagado
São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta é de vez
Por grande a tentação
Que te crie a saudade
Não mates a recordação
Que lembra a felicidade
Nunca voltes ao lugar
Onde o arco-íris se pôs
Só encontrarás a cinza
Que dá na garganta nós
São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta é de vez."

segunda-feira, 16 de Junho de 2014

Não há nada mais bonito na vida do que apaixonarmo-nos por nós próprios. Aí sim, sentimo-nos em pleno, como ninguém nunca nos irá sentir. Como tu nunca me sentiste. Por ti fui sempre metade, agora sinto-me mais que inteira.

quinta-feira, 5 de Junho de 2014

Nós sabemos que estamos cansados de lutar quando perdemos as forças. Tentamos chegar um passo adiante mas as pernas não nos obedecem. O que não falta é vontade, o que nos falta são as forças. E não há nada mais triste que isso. Custa saber que poderíamos chegar mais longe, ter-nos mais tempo ficarmos um pouco mais. Ter-te-ia mais tempo, se pudéssemos tê-lo. Já não há tempo para nós, e forças muito menos.

sexta-feira, 30 de Maio de 2014

Se eu soubesse que irias virar-me as costas nesta altura da minha vida, já teria ido há muito embora. Não falemos em desilusão: nunca esperei nada mais que indiferença. A questão aqui é mesmo essa. Eu também sei pagar na mesma moeda...