terça-feira, 17 de Junho de 2014


"Nunca voltes ao lugar
Onde já foste feliz
Por muito que o coração diga
Não faças o que ele diz
Nunca mais voltes à casa
Onde ardeste de paixão
Só encontrarás erva rasa
Por entre as lajes do chão
Nada do que por lá vires
Será como no passado
Não queiras reacender
Um lume já apagado
São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta é de vez
Por grande a tentação
Que te crie a saudade
Não mates a recordação
Que lembra a felicidade
Nunca voltes ao lugar
Onde o arco-íris se pôs
Só encontrarás a cinza
Que dá na garganta nós
São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta é de vez."

segunda-feira, 16 de Junho de 2014

Não há nada mais bonito na vida do que apaixonarmo-nos por nós próprios. Aí sim, sentimo-nos em pleno, como ninguém nunca nos irá sentir. Como tu nunca me sentiste. Por ti fui sempre metade, agora sinto-me mais que inteira.

quinta-feira, 5 de Junho de 2014

Nós sabemos que estamos cansados de lutar quando perdemos as forças. Tentamos chegar um passo adiante mas as pernas não nos obedecem. O que não falta é vontade, o que nos falta são as forças. E não há nada mais triste que isso. Custa saber que poderíamos chegar mais longe, ter-nos mais tempo ficarmos um pouco mais. Ter-te-ia mais tempo, se pudéssemos tê-lo. Já não há tempo para nós, e forças muito menos.

sexta-feira, 30 de Maio de 2014

Se eu soubesse que irias virar-me as costas nesta altura da minha vida, já teria ido há muito embora. Não falemos em desilusão: nunca esperei nada mais que indiferença. A questão aqui é mesmo essa. Eu também sei pagar na mesma moeda...

segunda-feira, 5 de Maio de 2014

Acordei sobressaltada hoje. Só me passam duas coisas pela cabeça. A primeira és tu. A segunda sou eu. Porque teimas em fugir de nós quando sabes que nos amamos?

sábado, 3 de Maio de 2014

Já te disse inúmeras palavras. Muitas delas mentira, é certo, e certo será também dizer que de verdade foram quase todas. O que realmente importa aqui é o que vai dentro de mim. Não existe dialecto algum que o espelhe: será erróneo da minha parte tentar sequer. Isto porque acabo sempre por fazer o contrário. Também já te disse que despertas em mim o meu lado maternal, e, por isso, é-me difícil ver-te como algo que não me concerne e trato-te de maneira a seres perfeito, coisa que, felizmente, não és. Leva-me a sério, agora. Lembras-te de tudo o que te disse até hoje?  Então lembra-te por favor que só quero o teu bem. Só isso.
Tens sido a melhor parte de mim. De erros que tenho cometido, és, definitivamente, o mais acertado. Trouxeste à tona sentimentos desconhecidos que transcendem o amor. É uma adoração infindável, com desenvolvimentos agrestes. É. Passámos de meros desconhecidos a perfeitamente perfeitos um para o outro num ano. E num ano, tenho só a agradecer-te. Descobri que duas pessoas comunicam apenas com olhares, que os corpos são mais que isso: corpos. E que nós encaixamos um no outro como um puzzle. Fazes-me também entender que existem almas gémeas. Um diamante em bruto em que talhei todos os detalhes que pretendia para a minha vida e assim apareceste na minha vida, vindo do nada, sem ir para o nada, porque agora dou-te o meu tudo. És tudo. Afectas-me de uma maneira indescritível, afogas-me, tiras-me o ar só com palavras, e dás-me aquele sorriso que salva o meu dia. Já te disse milhares de vezes que não sei o que vi em ti e de todas elas respondeste: "o que não há em ti". Pois digo-te que é a coisa mais certa que alguma vez me disseste. Orgulho-me de ter feito parte da tua vida e orgulho-me mais ainda de continuar a fazê-lo. Seja de que forma for. E assim  deixo bem claro que quero continuar a ajudar-te com todas as minhas forças, tu merece-lo.
Uma vez li algures que o amor nunca morre. Muda de forma, de nome, de descrição, mas continua a ser amor. Eu amo-te de uma forma sem nome, não é esta a forma de o dizer, mas é o que me apetece dizer e tu sabes que eu digo só o que me apetece, recuso-me a ficar com tudo cá dentro. Só te peço que não me descartes, porque, apesar de não sermos um casal, temos uma relação melhor do que muitos namorados por aí. Porque discutimos e provocamo-nos, mas, no fundo, existe mais para além disso. Não nos esquecemos um do outro. É o tal puzzle.
Inquebrável. Como eu gosto de ti... Do que construímos. Sem palavras.

Até já,ls.